sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Cabral determina que professores estaduais em greve tenham o ponto cortado

Governador voltou a afirmar que não vai tolerar insubordinação e que não é 'milagreiro'


Rio - O governador Sérgio Cabral determinou nesta sexta-feira que os professores estaduais em greve tenham o ponto cortado. A categoria decidiu parar por tempo indeterminado, pois não aceita o aumento de 25% oferecido pelo governo.

Durante o batizado de seu filho mais novo, de apenas um ano, na capela do Cristo Redentor, na manhã desta sexta-feira, Cabral desabafou. Ele disse que fez o que foi possível e que não é "milagreiro".

"Compreendo a ansiedade e insatisfação de anos e anos. Quantas cartegorias não foram atendidas? Eu não sou milagreiro! Não vamos tolerar insubordinação. Vamos cortar o ponto daqueles que se ausentarem. Mas não acredito que eles vão aderir. Eles estão reconhecendo o esforço do governo", concluiu.

Esta semana, os professores fizeram uma paralisação que durou 48 horas. Eles pedem um reajuste imediato de 26% no piso salarial, que é de R$ 431. O governo ofereceu um aumento de 25%, só que seria aplicado gradualmente, em dois anos.

De acordo com o coordenador do sindicato, Danilo Serafim, em entrevista ao RJTV, dá R$ 0,50 por mês para cada funcionário e cerca de R$ 2 para cada professor.

Um milhão e trezentos mil estudantes estão matriculados na rede estadual do Rio. No início do ano, a Secretaria Estadual de Educação reconheceu que faltavam 20 mil professores. Até agora, 6.300 concursados foram chamados. A Secretaria contratou 2.650 professores temporários e autorizou a realização de quase 17 mil horas extras.

CORTAR O PONTO DOS PROFESSORES, É, NO MÍNIMO,AGIR COM CRUELDADE, MESMO PORQUE O SR. GOVERNADOR PROMETEU NA CAMPANHA 60% DE AUMENTO. E ASSINOU UM DOCUMENTO, A MENOS QUE SUA ASSINATURA NÃO TENHA VALOR. ESTOU CRENDO QUE UM CHEQUE ASSINADO PELO GOVERNADOR, NA PIOR DAS HIPÓTESES VAI VOLTAR UMAS DUAS VEZES.
O DOCUMENTO ESTÁ EM PODER DO SINDICATO DA CATEGORIA, QUE PODERIA PUBLICAR PARA MOSTRAR AO POVO QUE O CHEFE NÃO TEM PALAVRA.

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