domingo, 26 de agosto de 2007

MÁQUINA CONTROLA A MEMÓRIA

Cientistas israelenses descobriram que uma proteína trabalha como uma "máquina" em miniatura para manter viva a memória, podendo também apagá-la. De acordo com o professor Yadin Dudai, chefe do Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciências Weizman, este trabalho pode contribuir para o fortalecimento da memória de pessoas idosas e que sofreram problemas por acidentes, além de contribuir para erradicar recordações traumáticas. Os cientistas trabalharam segundo uma hipótese do investigador norte-americano do Downstate Medical Center, Todd Sacktor, que amestrou ratos de laboratório para rejeitar certos sabores. Em seguida injectou-lhes uma droga capaz de bloquear uma proteína específica do cérebro associada à memória dos sabores, a PKN, e de imediato os ratos esqueceram o que tinham aprendido. Trata-se da primeira demonstração de que a memória pode ser apagada depois da sua formação, o que pode abrir caminho a futuros tratamentos em caso de problemas de memória e a possibilidade de desenvolver fármacos que possam estimulá-la e estabilizá-la.

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