terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FINAL DE ANO

UM INTERESSANTE ARTIGO DE MARY SCHULTZE.
PUBLICADO COM DEVIDA REFERÊNCIA.

Final de Ano

Não gosto do mês de dezembro, conforme havia escrito antes. Além de ser um mês quente, cansativo e marcado por muitos acidentes nas estradas, por alguns roubos nas grandes lojas de departamentos e por pessoas adoecendo e até morrendo por excesso de comida e bebida, ele é o mês do meu aniversário (detesto aniversariar) e do chamado Natal de Jesus, nosso Salvador, o qual nasceu em abril, segundo as pesquisas mais sérias, e não em dezembro. O Natal, com a sua árvore e muita bebedeira, é a festa pagã do Solstício de Inverno, mascarada de cristã, sendo mais uma das invenções religiosas da Igreja de Roma, para enganar os cristãos.
No tempo do Dr. Schultze, tínhamos Natais maravilhosos, porque ele amava esta data e nos enchia de lindos presentes, numa festa familiar, com muitas iguarias na mesa. Depois que ele faleceu, perdi a vontade de festejar o Natal. Este ano, porém, em razão do meu aniversário de 80 anos, a família veio da Alemanha e me preparou uma festa grandiosa, na fazenda da filha mais velha, na noite de 24 deste, a fim de celebrar, segundo as duas filhas, os genros e os netos, “o aniversário de Jesus e da Mamie/Vovó”.
A distribuição de presentes foi enorme: na família, em toda a vizinhança e na criançada. Não sei como a filha alemã conseguiu trazer tanta coisa da União Européia (Alemanha e Paris), sem pagar excesso... Talvez porque sendo muitas pessoas, o peso das malas foi dividido entre elas.
Antes da Ceia, Margarete pediu que eu falasse algumas palavras, pois o Pr. Paulo, que seria o convidado ideal naquela noite, estava ausente. Fiz uma ligeira preleção sobre a vida de Jesus, do Seu nascimento até a Ressurreição. Em seguida, houve uma seção de recordações da infância das duas filhas, cada uma contando suas lembranças e, vez por outra, fazendo uma censura à “mãe castradora” que eu sempre fui. Só que valeu a pena, pois tenho duas filhas honestas, responsáveis e boas mães de família, coisa que não acontece quando os pais são muito liberais, permitindo que os filhos realizem todas as vontades. Uma coisa que fiz questão de ensinar, dando o exemplo, foi que trabalhar deve ser a maior alegria na vida de um cristão. Nenhuma bebida alcoólica, nem mesmo vinho. Hoje, as duas filhas estão formadas e casadas, trabalhando nas profissões escolhidas (uma é Veterinária, a outra é Enfermeira), podendo se sentir realizadas nas respectivas escolhas profissionais.
Uma coisa interessante na Noite de Natal foi que o meu genro brasileiro (sempre muito calado), ao me ver usando uma saia Chanel, falou: “Estou casado com a Rose há 10 anos e até hoje só tinha visto minha sogra de vestido longo ou calça comprida. Pois agora, quando ela está usando uma saia curta, descobri que ela tem umas pernas muito bonitas”. A gargalhada foi geral.
Ontem, as filhas e as netas se reuniram novamente aqui em casa, depois de um bom “roteiro turístico” pelas lojas da cidade, onde os Euros trazidos da União Européia foram consumidos rapidamente. Rose comprou a fita de Vídeo “2012” para vermos, na hora do café da tarde, visto como o filme já havia saído de cartaz. Nunca pensei que este filme fosse tão ruim! Mas, com ou sem filme, a companhia das filhas e netas foi muito boa.
Hoje de manhã, fui assistir sozinha ao culto da PIBT, no novo templo em construção, onde a pregação, como sempre acontece, foi excelente. O pregador falou sobre o medo, citando o pensamento do famoso George Bernard Shaw (26/07/1856 a 02/11/1950). Shaw foi um escritor, jornalista e dramaturgo irlandês, autor de excelentes comédias satíricas - inclusive da peça “Pigmalião” (depois transformada num lindo musical). Ele disse que “o medo é uma doença universal”, mas o pregador foi logo contrastando este pensamento com a frase: “Jesus é a solução para todo tipo de medo”, embasada nas passagens bíblicas de Marcos 4:35-41 e na 1 João 4:18 - “O amor lança fora o temor”, a primeira narrando o episódio do barco açoitado por um grande temporal de vento, no mar da Galiléia, quando Jesus tranquilizou os Seus apavorados discípulos, ordenando ao vento: “Cala-te! Aquieta-te!”
Na saída do culto, como sempre, PP e Atalaia estavam me esperando e juntos fomos almoçar no novo restaurante Sandy, o qual tem agora uma boa escada para desenferrujar os músculos. Findo o almoço, fomos tomar um sorvete de manga em casa do Atalaia e depois os dois perfeitos cavalheiros vieram me trazer em casa.
Como diz o grande cantor e “filósofo” Roberto Carlos, “muitas emoções eu vivi” ... nestas últimas semanas... Romanos oito, vinte e oito!

Mary Schultze, 27/12/2009 - www.maryschultze.com

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