sábado, 30 de junho de 2007

UMA RESPOSTA INTELIGENTE

>Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de >Economia da UnB>(Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT >(1995-98). Autor, entre>outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).>>Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do >DF, ex-ministro da>educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que >pensava da>internacionalização da Amazônia.>>O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta >de um Humanista e não de>um brasileiro.>>Esta foi à resposta do Sr. Cristóvão Buarque:>>"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a >internacionalização da Amazônia. Por mais>que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é >Nosso.>>"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a >Amazônia, posso imaginar a sua>internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a >humanidade. "Se a>Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, >internacionalizemos também as>reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o >bem-estar da humanidade>quanto a Amazônia para o nosso futuro.>>Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou >diminuir a extração de>petróleo e subir ou não o seu preço. "Da mesma forma, o capital financeiro >dos países ricos deveria>ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres >humanos, ela não pode ser>queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão >grave quanto ao desemprego>provocado pelas decisões arbitrarias dos especuladores globais.>>Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países >inteiros na volúpia da>especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a >internacionalização de todos os grandes>museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.>>Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio >humano. Não se pode deixar>esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja >manipulado e instruído pelo>gosto de um proprietário ou de um país.>>Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro >de um grande mestre. Antes>disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.>>"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do >Milênio, mas alguns presidentes>de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na >fronteira dos EUA. Por isso, eu>acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser >internacionalizada.>>Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como >Paris, Veneza, Roma, Londres,>Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, >sua história do mundo,>deveria pertencer ao mundo inteiro.>>"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas >mãos de brasileiros,>internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já >demonstraram que são>capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes >maiores do que as>lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.>>"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em >troca da dívida. Comecemos>usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha >possibilidade de COMER e de ir à>escola.>>Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o >país onde nasceram como>patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Como humanista, aceito >defender a>internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como >brasileiro lutarei para que a>Amazônia seja nossa. "Só nossa.>>(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento >de Economia da UnB>(Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT >(1995-98). Autor, entre>outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).>>>>-------------------------------------------------------------------------------->>>Nota:>>Recebemos um email questionando sobre a autenticidade do texto, pois alguns >"web sites" dizia não>ser Cristovam Buarque o seu autor. Entramos em contato com Cristovam que >confirmou, em 10/05/2002,>ser o texto de sua autoria:>>"Prezado Paulo, O artigo é meu e foi publicado no Globo e no Correio >Brasiliense, no final de 2000.>O fato em si ocorreu em Setembro de 2000 em Nova York, durante o State of >The World Fórum. Grande>abraço - Cristovam">>>>E mais, em 28 de maio de 2002:>>Prezados (as) amigos (as),>>Vem sendo distribuído pela internet por diversas pessoas, o que me >surpreende agradavelmente, o>artigo "A Internacionalização do Mundo". O fato que deu origem a este >artigo ocorreu em Nova York,>nas salas de convenções do Hotel Hilton, durante o encontro do State of the >World Fórum, em Setembro>de 2000. Publiquei o artigo no Globo e no Correio Braziliense, logo depois. >Mas de vez em quando>surgem mudanças e informações adicionais nem sempre verdadeiras. É falso >que o artigo foi publicado>no New York Time e outros jornais estrangeiros. Se tivesse sido eu tomaria >certamente conhecimento>através de algum amigo.>>No mais, fico contente que vocês tenham lido. E para aqueles que ainda não >leram aproveito a>oportunidade para mandar.>>Grande abraço>>Cristovam

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