sexta-feira, 25 de maio de 2012

ISRAEL NA FRENTE



Mais uma vez Israel sai na frente com uma descoberta que promete revolucionar a medicina do coração.

Técnica israelense transformacélulas da pele em tecido do coração
Pela primeira vez, cientistas israelenses conseguiram transformar células da pele de pessoas com doenças do coração em células sadias do músculo cardíaco, transplantando-as com sucesso em ratos. A informação é da revista médica "European Heart Journal". Segundo os pesquisadores, a conquista significa um avanço na busca por tratamentos que permitam curar o coração de um paciente comsuas próprias células. Pesquisas recentes com células-tronco e engenharia de tecidos já conseguir reprogramar células de indivíduos jovens e saudáveis, mas até agora isto não tinha sido feito a partir de células de pacientes com doenças coronarianas e idosos. "Demonstramos que é possível extrair células da pele de um idoso com um problema cardíaco avançado" e transformá-las em "células saudáveis e jovens, equivalente ao que eram quando nasceu o paciente", afirmou Lior Gepstein, pesquisador do Sohnis Research Laboratory.
Os especialistas das três instituições científicas que realizaram o estudo obtiveram células cutâneas de dois homens de 51 e 61 anos com problemas cardíacos, as reprogramaram como células cardíacas e conseguiram juntá-las a uma amostra de tecido cardíaco danificado num prazo de 48 horas. Em seguida, implantaram com sucesso o tecido no coração de vários ratos saudáveis. Gepstein considera que sua técnica poderá superar dois dos principais obstáculos deste tipo de pesquisas: o risco de que, uma vez implantadas, as células se transformem em tumores e a rejeição por parte do sistema imune do paciente. O fato das células reprogramadas procederem do próprio paciente evitaria que o sistema imune as considere "estranhas", no entanto, isso ainda não foi feito em seres humanos. Os cientistas dos centros Sohnis Research Laboratory, Technion-Israel Institute of Technology e Ramban Medical Center advertiram que ainda é necessário superar vários obstáculos para que estes tratamentos tenham êxito em humanos.

Fonte: Jornal Alef

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